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Sou muito fã da saga Os Instrumentos Mortais e apesar de ter lido todos os livros, desde que fiquei sabendo do cancelamento da sequência do filme esperava por algum tipo de continuação para a história nas telas. A estratégia da ABC Family foi transformar a saga em uma série de TV.

Comecei a assistir Shadowhunters esperando muito da produção, apesar de se tratarem de minhas primeiras impressões, achei que no quesito fidelidade ao livro a série mudou muitas coisas e deixou outras importantes de lado, como é o caso da mudança de profissão de Luke Garroway, que passa de um discreto proprietário de livraria à um policial, uma mudança um tanto quanto desnecessária. E o que dizer da ambientação do Instituto? Que na trama literária é um lugar misterioso, antigo, repleto de livros e de armas, na série, o espaço passou a ser um lugar moderno e tecnológico.

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Outro grande problema até agora são as interpretações fracas de alguns atores, os próprios protagonistas ainda não demonstraram a química necessária. Apesar de apresentarem uma aparência física mais próxima da descrição dos livros, Katherine McNamara (Clary) e Dominic Sherwood (Jace) não captaram a personalidade de seus personagens. Clary Fray é uma menina tímida que durante o decorrer da história passa a ganhar confiança, na série, a personagem demonstra muita atitude e o Jace apresentado não demostra nem seu espírito de liderança e muito menos a confiança necessária para esse personagem.

Apesar dos problemas, a série tem pontos positivos como as interpretações de Alberto Rosende como Simon Lewis, de Matthew Daddario como Alec Lightwood e Emeraude Tobia como Isabelle Lightwood. A cenografia específica da balada Pandemonium frequentada pelos personagens da trama ficou incrível. As músicas e o ritmo da série também são bons, mas falta muito para torná-la uma adaptação fiel e que prende os telespectadores a história. Espero que nos episódios que estão por vir Shadowhunters entre nos eixos assim como os atores e seus devidos personagens.

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Juliana Schmidt
Sou do tipo que chora em filmes, séries e livros, por isso mesmo me considero uma apaixonada. Reparo em coisas que pouca gente presta atenção como figurinos, cenários e trilhas sonoras.