kikitoO Festival de Cinema de Gramado deu inicio em 1973, quando a prefeitura oficializou o evento, a primeira edição ocorreu do dia 10 a 14 de janeiro de 1973, já com a disputa pelo kikito (Deus da alegria), estatueta criada por Elizabeth Rosenfeld, incentivadora do artesanato gramadense.

As primeiras edições foram marcadas pela nudez e o sensacionalismo, artistas não mais famosos, buscavam a fama na serra gaucha, depois de muito aprimoramento nas discussões sobre arte e cultura, o evento conquistou o titulo de maior do gênero no país.

Com o governo Collor o Brasil se viu escasso de produções cinematográficas, então para sobreviver o festival teve de expandir seus horizontes, em 1992 tivemos a primeira edição ibero-americana, com filmes da Venezuela, peru, México,Portugal,argentina, Chile, Espanha, cuba e Colômbia. A nova formula, que até então era inédita no Brasil, foi bem aceita.

Após a comemoração de 40 anos, o festival decidiu se reinventar, adotando um perfil mais democrático e abolindo seu cargo de presidente. As entidades de cinema hoje tem maior participação, houve a volta dos curtas gaúchos e adesão de ingressos mais baratos para todas as exibições.

E estamos na sua 43º edição, são 19 curtas indicados á categoria curtas gaúchos, 14 na categoria Curtas brasileiros. 11 na categoria longas brasileiros e 6 na categoria longas estrangeiros. 

Principais indicações:

 

Longas Brasileiros:

O Outro Lado do Paraíso (DF):

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Direção: André Ristum / 101’

Anos 60, Brasil. Através do olhar de um garoto de 12 anos, Nando, acompanhamos a trajetória de Antonio, um idealista sonhador. O desejo de ascensão social leva toda a família a se mudar para a recém-inaugurada e ainda em construção cidade de Brasília. Movido pelos movimentos políticos da época e pelas reformas prometidas pelo Presidente João Goulart, Antonio se aproxima do ativismo político e da luta dos trabalhadores. Nando faz novas amizades e encontra um novo amor em Taguatinga. Em abril de 64, da noite para o dia, os sonhos de todos se transformam em pesadelos.

 

 

O Último Cine Drive-In (DF):

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Direção: Iberê Carvalho / 98’

O jovem operário Marlombrando precisa levar sua mãe, para fazer um exame em Brasília. Sem ter a quem recorrer, Marlombrando precisará reencontrar seu pai, Almeida, ausente há muitos anos. Dono do último Cine Drive-in de Brasília, Almeida insiste em manter vivo um tipo de cinema que já não atrai mais espectadores.

 

Introdução à Música do Sangue (RJ):

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Direção: Luiz Carlos Lacerda / 95’

No interior do Brasil, entre o mundo arcaico e o contemporâneo, uma família vive suas angústias numa atmosfera de desejo e repressão. Baseado num argumento de um mestre do romance de introspecção psicológica, o escritor Lucio Cardoso.

 

O Fim e os Meios (RJ):

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Direção: Murilo Salles / 105’

O “Fim e os Meios” narra a história de um jovem casal que se muda para Brasília tentando resolver os impasses da relação. Ela é jornalista, ele é publicitário. A campanha para reeleição de um Senador da República desencadeia um jogo de interesses que se confunde com os desejos e as fraquezas do casal. As raízes do Brasil se expõem através dos sentimentos daqueles que vivem no furacão do poder.

 

Um Homem Só (RJ):

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Direção: Claudia Jouvin / 88’

Arnaldo (Vladimir Brichta) é um homem frustrado, preso a um casamento falido e a um trabalho que odeia. Até o dia em que conhece Josie (Mariana Ximenes), uma jovem ruiva de beleza sui generis e comportamento excêntrico, que trabalha com a tia em um cemitério de animais. Apaixonado, Arnaldo cria coragem e procura uma clínica clandestina que produz cópias de seres humanos. Acredita que um duplo poderá ser a solução para todos os seus problemas. Mas Arnaldo não esperava que, para levar adiante seus planos, precisaria enfrentar a si mesmo.

 

Ponto Zero (RS):

ponto zero

Direção: José Pedro Goulart / 94’

Esta é a história de Ênio, um menino de 14 anos, capturado em uma claustrofóbica teia familiar que lhe toma a alma e lhe detém o desejo. Ao tentar escapar, ele enfrenta uma noite tempestuosa que o fará mergulhar no imprevisível, no fantástico, no aleatório.

 

Ausência (SP):

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Direção: Chico Teixeira / 87’

“Ausência” é um drama familiar, sexual, afetivo. Centrada na figura de Serginho, a trama se estrutura sobre diversos aspectos da vida desse “não-mais menino, ainda-não homem”. Seguimos seu dia-a-dia: o recém-adquirido papel de homem da casa cuidando de sua mãe e seu irmão mais novo; o trabalho na feira; sua amizade com Mudinho e Silvinha; e sua relação confusa, entre o sexo e o afeto, com o Professor Ney. O filme é um tecido de momentos da vida de um menino em transição.

 

Longas estrangeiros:

(Não há imagem sobre o filme)

Ella (Colômbia):
Direção: Libia Stella Gómez / 103’
Os idosos Alcides e Georgina vivem a sua rotina em uma pensão da cidade de Bolívar, em Bogotá. Depois de uma intensa discussão com um vizinho, Georgina morre. Alcides deve conseguir o dinheiro para o enterro; ELA merece, porque teve uma vida digna. Alcides passa por várias dificuldades, mas não consegue o dinheiro. Tem que inventar um enterro com as suas próprias mãos e orações. A sua trajetória o faz pensar, aprende a viver sem Ela e a valorizar a solidariedade perante a dor alheia.

Zanahoria (Uruguai):

zanahoria
Direção: Enrique Buchichio / 105’

Uruguai, outubro de 2004. Alfredo e Jorge são jornalistas e formam parte da equipe de redação de um pequeno semanário de esquerda. Jorge é um novato na profissão, enquanto Alfredo, ex-militante político, tem um pouco mais de experiência. As suas vidas já estão suficientemente ocupadas, considerando que o país está no auge de uma intensa campanha eleitoral cujo resultado mais provável é, pela primeira vez, a vitória nas eleições nacionais da coligação de esquerda (Frente Ampla)

En La Estancia (México):

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Direção: Carlos Armella / 106’

Jesus Vallejo e o seu filho, Juan Diego, são os únicos habitantes que restam no povoado A Fazenda. A paz e a tranquilidade das suas vidas são alteradas quando um cineasta chega para filmar um documentário sobre os dois solitários homens. Uma estreita relação se forma entre os três, mas dura poucos dias, até que o documentarista volta para a cidade, mas com a promessa de voltar logo para A Fazenda. Muitos anos passam até que a promessa seja cumprida. Nesse momento, o único elemento que resta no povoado é o eco das suas vozes.

 

Presos (Costa Rica):

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Direção: Esteban Ramírez Jímenez / 98’

Presos é um drama sobre Vitória, uma jovem que sob circunstâncias muito especiais conhece um prisioneiro. Essa situação a leva a se questionar sobre os seus limites e a sua própria liberdade.

 

Ochentaisiete (2014) – Equador:

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Direção: Anahi Hoeneisen e Daniel Andrade / 87’

Quinze anos se passaram desde a última vez que Pablo, Andres, Juan e Carolina estiveram juntos. Agora, a vida não gira em torno da casa abandonada que usavam de esconderijo para as suas cumplicidades. Era 1987 quando esses adolescentes embarcavam na aventura de se crerem livres, mas dois segundos mudaram a vida para sempre. O que, no início, parecia simplesmente um reencontro de velhos amigos se transforma na difícil tarefa de querer montar uma vida com as peças de outras que se quebraram.

 

La Salada (Argentina):

la salada

Direção: Juan Martin Hsu / 90’

“La Salada” é um mosaico da experiência do Novo imigrante na Argentina, entrelaçado por três relatos que se passam na “Feira da Salada”, sobre um grupo de personagens de diferentes raças que lutam contra a solidão e a separação da sua terra: um pai e a sua filha coreana (Yun-jin), muito tradicionais e conservadores, se preparam para um casamento arranjado com outra família. Ao se aproximar o compromisso, Yun-jin começa a questionar a sua obrigação. Um jovem boliviano (Bruno) acaba de chegar ao país à procura de trabalho e de uma oportunidade para se instalar; o caminho não é fácil, mas o encontro com certos personagens o ajuda nos seus objetivos. Por último, um vendedor de DVDs de Taiwan (Huang) que vive sozinho; a sua família está em Taiwan e o seu único contato com eles é por telefone. Ele está à procura de uma namorada que lhe faça companhia nas suas noites solitárias.

 

Venecia (Cuba):

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Direção: Kiki Alvarez / 74’

Mônica, Violeta e Mayelín trabalham em um salão de beleza. No dia do pagamento, resolvem sair para comprar um vestido para uma delas, dando início a uma viagem inesperada pelas profundezas da noite de Havana. Ao amanhecer, esgotadas e sem dinheiro, começam a ter o sonho em comum de abrir o próprio salão, ao qual chamarão Veneza.

 

o festival ocorre entre 8 e 16 de agosto.

 

 

 

 

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