500 DIAS COM ELA (Review)

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500 dias com ela pra mim, foi um daqueles filmes que pegam de surpresa e te derruba da cadeira. Quando o aluguei (lembra dessa época, que existia locadoras e tal?), não estava colocando muita fé. Mas, estava na lista dos mais locados e tinha visto ótimas críticas sobre ele então resolvi apostar e (literalmente) pagar pra ver. E não é que o filme foi bom mesmo?! Me marcou tanto que já assisti mais umas 10 vezes ao longo dos anos.

O filme é de 2009 e conta a história de Tom (Joseph Gordon-Levitt) e seu relacionamento com a encantadora Summer (Zooey Deschanel). A grande questão é que temos uma inversão de “valores da comédia romântica”. Na maioria das vezes, o enredo é o seguinte: uma garota sem graça e ou pobre se apaixona por um ricaço bem sucedido que, vez ou outra já está prestes a se casar com uma megera. Durante o filme rolam altas aventuras que vão levar o casal a ter um final feliz.

Em 500, a história é muda de cenário. Summer e Tom são pessoas comuns e, inclusive, trabalham na mesma empresa. Porém, desde a primeira vez que ele a viu seu coração acelerou. Foi fisgado principalmente, por seu gosto musical (que ele inclusive, tenta usar como isca mais tarde). Tom se apaixona perdidamente por Summer porém, mesmo que eles façam tudo que um casal de namorados faz (incluindo sexo no chuveiro),para ela, eles são apenas bons amigos.
O que me chama a atenção de primeira é essa troca em que homens podem ser românticos e as mulheres nem tanto. Temos uma abertura para uma “nova figura masculina” em que é permitido chorar, ficar deprimido, ser romântico e acreditar no amor e nem por isso ser menos homem que qualquer outro. Sinais de novos tempos.

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Uma das, ou se não, a minha cena favorita do filme é uma que eles mostram como Tom imaginava um encontro e como ele realmente foi. O diretor divide a cena em dois quadros e mostra qual era a expectativa e a realidade do encontro. se você, assim como eu, já presenciou situação parecida, certamente vai se identificar.

O filme também é recheado de referencias à cultura pop como a banda The Smiths (uma das principais trilhas do filme), Beatles, Star Wars, entre outros. Dentre elas está o filme A Primeira Noite de um Homem (1967) que, segundo o narrador, muito do que Tom entende por amor, é devido à sua incompreensão deste filme. Anos mais tarde fui assistir à este filme e faz todo o sentido. Inclusive, sugiro fortemente que, se caso ainda não tenha visto 500, assista primeiro à Primeira Noite de um homem que o primeiro vai fazer muito mais sentido. Não vou explicar o porquê aqui se não corro o risco de dar spoilers.

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Cinéfilo, apaixonado por vinis e acredita que as pessoas deviam prestar mais atenção nas letras de Radiohead (que não é uma banda depressiva).