Andy Serkis é um ator e cineasta britânico conhecido por seus grandes trabalhos com uso da tecnologia de captura de movimento, entretanto sua carreira e contribuições vão muito além disso.

Serkis começou no teatro com a peça “Rei Lear” e no final dos anos 80 participou de séries e fez sua estreia no cinema com “Jutland: Reinado de Ódio” em 1994. Ele se manteve na TV por anos mas teve trabalhos cinematográficos como “Loop” em 1997 e “Topsy-Turvy: O Espetáculo” em 1999, e nesse mesmo ano ele ainda esteve no telefilme “Oliver Twist”, ganhando um sutil destaque na industria, mas que só alcançou o sucesso alguns anos depois com a trilogia “O Senhor dos Anéis”, quando deu vida ao icônico Gollum, em uma captura de movimentos admirável que abriu diversas portas para o ator sendo reverenciado e elogiado pelo trabalho em parceira com Peter Jackson. Algum tempo depois em 2005 eles voltaram a trabalhar juntos em “King Kong” onde faz dois personagens, Kong (em captura de movimento) e Lumpy (live-action), mais a diante eles retomaram a parceria na trilogia “O Hobbit” (2012), onde Serkis reviveu Gollum para a alegria dos inúmeros fãs de Jackson e Tolkien.

Outros trabalhos de grande destaque na captura foram “As Aventuras de Tintim” (2011), quando foi muito elogiado pela voz que inseriu em Haddock e mais recentemente no reboot de “Planeta dos Macacos” como Cesar em uma atuação aclamada como a melhor de sua carreira e poderá inclusive lhe render um Oscar em seu terceiro capítulo. Seu trabalho como ator não se manteve restrito às suas técnicas com tecnologia, tendo entregue ótimas atuações em grandes produções, porém desconhecidas da grande maioria como na minissérie baseada em um conto de Charles Dickens, “Little Dorrit” (2008), a cinebiografia do músico Ian Dury Sex, “Drugs and Rock & Roll” (2010), no filme dramático para TV “Longford” (2006), no drama real “Einstein and Eddington” (2008), no suspense “O Grande Truque” (2006), na animação sarcástica da Aaard Animations e Dreamworks Animation “Por Água Abaixo” (2006), na fantasia “Coração de Tinta” (2008) e na comédia de humor negro “Burke and Hare” (2010), tendo até sido indicado e ganhado alguns prêmios por tais projetos.

Além dos notórios trabalhos com filmes de captura de movimento, ele também atuou usando a mesma tecnologia em games, trabalhando como ator e diretor do jogo “Heavenly Sword” de 2007, provando a sua versatilidade assim como no jogo “Enslaved” de 2010, ambos dando vida e características profundas aos seus personagens, um traço marcante de sua participação.

Mais recentemente ele reconquistou o público nerd ao participar dos universos de Star Wars e da Marvel com dois papéis icônicos para a nova fase dos estúdios, pois assumiu em 2015 o personagem do Supremo Líder Snoke em “Star Wars: O Despertar da Força” e no mesmo ano esteve em “Os Vingadores: Era de Ultron” fazendo sua primeira participação como Ulysses Klaw que ainda retornará ano que vem em “Pantera Negra”, personagem conhecido por se tornar o grande inimigo do Pantera chamado de Garra Sônica, Andy também retornará para “Star Wars: Os Últimos Jedi” como o grande vilão da trama.

No momento ele se empenha em finalizar seu longa “Jungle Book” que dará vida ao livro real que inspirou a história de “Mogli – O Menino Lobo” e antes disso fará sua grande estreia como diretor em “Breathe”, filme de drama estrelado por Andrew Garfield e Claire Foy.

Andy Serkis colecionou trabalhos indo de teatro aos filmes independentes e deles para os grandes blockbusters, conquistou fãs com Gollum e César e até se aventurou pela indústria de games, mostrando como ele se formou e se consolidou como um artista completo, capaz de viver várias vidas e dar movimentos e expressões à muitas delas. Esperemos que ele continue seu belo trabalho nos filmes que ainda surgirão pelo caminho, afinal agora ele é parte fundamental de mundos como Star Wars e Marvel e fará sua estreia na direção de “Breathe” e “Jungle Book”.

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Otávio Renault
Nascido em São Joaquim da Barra interior de São Paulo, sou um escritor, cineasta, fotógrafo, desenhista e autor na Cine Mundo, além de um cinéfilo fã de Quentin Tarantino, J.J. Abrams, Neil Gaiman, viciado em séries e leitor de quadrinhos/mangás.