Com a missão de restabelecer o universo da DC nos cinemas, “Aquaman” estreia com a direção de James Wan, conhecido por grandes filmes de terror como a franquia “Invocação do Mal” e que agora decide se aventurar no gênero de super-herói. O resultado não podia ser outro, temos aqui uma mistura de ação e fantasia que culminam em um filme divertido, ousado e com efeitos visuais espetaculares.

Crítica: Aquaman

O longa já começa narrando a história por trás do nascimento de Arthur (Jason Momoa), explicando como a rainha Atlanna (Nicole Kidman) se envolveu com um humano e construiu sua família na terra. Voltando ao presente, descobrimos que Atlantis está em crise e precisa lidar com um conflito entre os atlantas e humanos. Com o herdeiro ausente, é decidido que Orm (Patrick Wilson) irá reinar e com o seu governo uma guerra eminente começa a se formar. Para evitar conflitos e manter a paz entre os povos, Mera (Amber Heard) decide ir atrás de Arthur para que o mesmo retorne ao mar e assuma seu lugar como legítimo rei, dando fim à guerra.

Diferente de outros filmes do gênero, que costumam diminuir e até sexualizar as personagens femininas, aqui as mulheres dominam as cenas de ação e são as responsáveis pelo sucesso e sobrevivência do próprio protagonista e outros homens. Por diversos momentos, a personagem de Amber Heard tem tanto foco que beira à ofuscar o próprio Aquaman. Nicole Kidman é outro destaque, pois em cada cena em que aparece ela cativa o público, tanto como a mulher poderosa que é a sua personagem, como também em relação ao seu talento enquanto atriz. Já Jason Momoa cai como uma luva no papel que lhe é designado, o ator parece se divertir enquanto atua e tudo flui muito bem.

Outro grande acerto de “Aquaman” é o seu espetáculo visual que é proporcionado pela fotografia caprichosa e a direção de arte delicada, além de um CGI espetacular. Cada luta, cada explosão, tudo é grandioso e magnifico de assistir, especialmente se for em uma tela IMAX.

Crítica: Aquaman

James Wan faz a sua estreia em um filme de super-herói, mas faz isso com êxito. Ele sabe como conduzir as cenas de ação e ambientar cada um dos cenários deslumbrantes. Quando abrem espaço para desenvolver as criaturas marinha, parece que a mente do diretor vai além e ele consegue mesclar as suas referências do terror e fantasia junto da ação exponencial exigida por um filme da DC. E claro, como não poderia faltar, Patrick Wilson segue firme ao lado de Wan, e acaba sendo outro grande destaque da produção. O ator que até então estava habituado a viver o “mocinho” das histórias, aqui ganha o papel de antagonista e o executa com maestria.

O roteiro da produção não chega a pensar fora da caixa e segue a clássica jornada do herói, nos apresentando Arthur brevemente e partindo para a sua caminhada de autoconhecimento. Em meio aos conflitos, um personagem muito emblemático dos quadrinhos surge em uma excelente caracterização, mas infelizmente ele não chega a receber muito destaque nesse primeiro momento.

No final das contas, mesmo com cenas bregas e divertidas e um roteiro simples, o que faz “Aquaman” ir além e funcionar tão bem é a condução de um bom diretor. Nada aqui parece desconexo, tudo flui em sintonia, é empolgante de assistir e repleto de grandiosas cenas de ação e um humor com timing certo. Não é o melhor filme do DCEU, mas com toda certeza é um grandioso acerto dentre os longas desse universo.


Trailer: