Crítica: Halloween 2 – O Pesadelo Continua! (1981)

“Halloween 2 – O Pesadelo Continua!”, como o próprio nome sugere, funciona como continuação direta do primeiro filme lançado em 1978, portanto descobrimos o que aconteceu com Michael Myers após os tiros que levou e como a cidade está lidando com os assassinatos.

Crítica: Halloween 2 - O Pesadelo Continua!

Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) encontra-se completamente traumatizada com os crimes que acabou de presenciar e não sente-se segura de ir ao hospital e ser sedada pelos médicos. Já internada para receber os primeiros cuidados, nós passamos a acompanhar os delírios e a insegurança que a jovem carrega depois de quase ter sido morta. Enquanto isso, Myers segue escorado pela casas de Haddonfield tentando localizar o paradeiro da única sobrevivente.

Não demora muito para Michael chegar ao hospital no qual Laurie está, porém para alcançá-la ele precisa tirar todos os funcionários de seu caminho e com isso temos diversas cenas clássicas do slasher, todas muito bem elaboradas e que não perdem em nada para o primeiro filme.

Enquanto no primeiro longa nós tínhamos um ritmo mais lento e uma narrativa mais delicada e que apostava no suspense, nessa continuação tudo acontece mais rápido e temos um jogo de gato e rato ágil e empolgante.

Se a direção de John Carpenter apostava mais em um conceito estético e uma atmosfera assustadora, Rick Rosenthal (“Juventude Em Fúria”) opta por um filme mais pipoca, com muito mais adrenalina e entregando algumas respostas para questões deixadas pela produção anterior. O próprio fato de Laurie e Michael serem irmãos só é introduzido nessa sequência.

Crítica: Halloween 2 - O Pesadelo Continua!

Jamie Lee Curtis retorna ainda melhor, agora a personagem dela carrega uma forte bagagem emocional decorrente das situações traumáticas que passou e mesmo com todas as adversidades, ela continua pronta para lutar por sua vida.

Sob nova direção, “Halloween 2 – O Pesadelo Continua!” mantem a trilha-sonora marcante do primeiro filme e substitui o lado conceitual por algumas doses de adrenalina, o que resulta em um bom e empolgante slasher.