Crítica: Halloween II (2009)

“Halloween II” começou exatamente onde o remake de 2007, também dirigido por Rob Zombie, parou. Esse é o “décimo” filme da franquia e a última lembrança que temos de Michael Myers antes do longa de 2018 chegar aos cinemas.

Na história, Laurie Strode (Scout Taylor-Compton) é levada ao hospital, após supostamente matar o responsável pelo assassinato de diversas pessoas em Haddonfield, Illinois. Sua paz logo é abalada com o ressurgimento de Michael Myers (Tyler Mane), que mata todos aqueles que cruzam o seu caminho para poder encontrar a sua irmã. Ela mais uma vez escapa, mas passa anos amedrontada pelo ocorrido.

Após bastante tempo, Laurie enfim consegue superar o trauma. Só que, com a aproximação de mais um aniversário do massacre, Michael ressurge com a intenção de provocar uma nova reunião familiar.

Crítica: Halloween II (2009)

O filme segue uma constante caça de gato e rato entre Michael e Laurie com direito a uma aparição espiritual, incluindo Myers em sua versão infantil e a mãe (Sheri Moon Zombie), que utiliza um visual horrendo que beira a vergonha alheia. Nessa continuação tratam Michael como um esquizofrênico que ouve vozes de familiares mortos e que precisa encontrar a sua irmã para poder reunir a família novamente.

Um dos vários problemas está na direção de fotografia, que por alguns momentos mantem o visual do filme anterior, porém o estilo insano do diretor parece ter ficado completamente fora de controle, com filtros de coloração exagerados e cenas nas quais os ângulos e enquadramentos não combinam, soando como um videoclipe mal editado.

O mesmo problema é sentido na direção de arte, que no filme anterior apresentava uma estética de horror, suspense e drama, mas aqui joga tudo pro alto, parecendo ter sido feito às pressas e sem o mínimo cuidado. Até mesmo os figurinos e maquiagens estão medonhos, tanto no visual de Myers que abandona a máscara clássica para ficar com o rosto coberto pelo cabelo grande, quanto na forma como a protagonista é colocada, que antes era cheia da carisma e agora ganha um visual de garota rebelde clichê e forçada. Para completar ainda temos o fantasma pálido da mãe de Michael que parece ter saído de uma festa à fantasia brega.

E o que fizeram com o personagem de Sam Loomis (Malcolm McDowell)? Ele simplesmente se transformou em um escritor arrogante e oportunista, que publica um livro polêmico sobre a sua pesquisa de anos acerca de Michael Myers, mas o filme não se compromete em explicar o motivo que o levou até esse ponto. Por fim, a participação de Octavia Spencer é completamente desnecessária e desperdiçada, e o longa ainda conta com algumas cenas que tentam brincar com a ideia de sonho e realidade, mas não consegue.

Respeito muito o trabalho de Rob Zombie e de qualquer diretor, mas este filme desrespeita os fãs de Michael Myers por descaracterizar completamente o personagem e tirar o que a marca “Halloween” tem de mais especial.