[Crítica] Lugares Escuros

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Desde que assisti Garota Exemplar, me apaixonei pelo suspense de Gillian Flynn, gostei tanto que li Objetos Cortantes logo em seguida, suas histórias cada vez me cativam mais.

Me deparei então com o filme Lugares Escuros, nessa história Gillian propõe compreender o que acontece com os sobreviventes de uma tragédia. A adaptação do livro ao cinema ficou por conta do diretor e roteirista Gilles Paquet-Brenner. Lugares Escuros conta a história de Libby Day (Charlize Theron), que sobreviveu, ainda criança, a um massacre dentro de sua própria casa, acredita-se que o assassino é seu próprio irmão. Libby viveu apenas de doações consequentes de seu trauma e, por isso, nunca assumiu uma postura adulta e nunca trabalhou.

Como era muito pequena se lembra vagamente da desgraça que levou a mãe e as irmãs e colocou o irmão na cadeia, mas sempre aceitou os fatos, desde então a protagonista vive assombrada por seu próprio passado, em uma casa abarrotada de lembranças.

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Somente quando se vê sem dinheiro Libby, aceita retomar o crime que marca seu passado e começa a se comunicar com Lyle (Nicholas Hoult), fascinado por solucionar casos frios. O longa caminha entre o passado e o presente e traz as memórias da pequena Libby para tentar montar o quebra-cabeça. Seu passado é bastante turbulento, sua mãe (Christina Hendricks) começa a ter problemas financeiros enquanto tem que lidar com o filho incompreendido (Tye Sheridan) que influenciado por sua namorada (Chloë Grace Moretz) passa a se interessar por rituais satânicos e se envolver em problemas.

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No filme, temos contato primeiro com a visão limitada de Libby do massacre, o que torna a história instigante, por revelar muito pouco. A personagem principal na verdade não é tão interessante quanto sua histórias e isso fica evidente, mas não prejudica o filme ou a atuação de Charlize Theron mais uma vez merece destaque. Lugares Escuros é mais uma história muito bem construída por Gillian Flynn, ela novamente justifica o crime baseada na constituição da família, mas o que acho mais interessante é que o foco vai mudando e a autora prova que a motivação para o crime pode atingir qualquer tipo de pessoa, desde que esta tenha um motivo.

Data de lançamento: 18 de junho de 2015

Direção: Gilles Paquet-Brenner

Gêneros: Suspense

Elenco: Charlize Theron, Nicholas Hoult, Sterling Jerins

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Juliana Schmidt
Sou do tipo que chora em filmes, séries e livros, por isso mesmo me considero uma apaixonada. Reparo em coisas que pouca gente presta atenção como figurinos, cenários e trilhas sonoras.