Há 10 anos “Mamma Mia” chegava aos cinemas como a adaptação de uma peça musical homônima com canções do grupo pop Sueco ABBA e com o um elenco que reforçou a grandiosidade da obra cujos nomes são: Meryl Streep, Amanda Seyfried, Pierce Brosnan Stellan Skarsgård. O filme teve uma recepção mista por parte dos críticos, mas foi aclamado pelo público tanto que agora em 2018 teve a sua continuação, “Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!”.

Crítica: Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!

Na sequência, Sophie (Amanda Seyfried) buscará inspiração no passado de sua mãe Donna (Meryl Streep) para manter o hotel funcionando e para isto, irá contar com a ajuda das amigas de sua mãe Tanya (Christine Baranski) e Rosie (Julie Walters). O passado de Donna nos será apresentado através de interpretação de Lily James, que vive a personagem durante a juventude.

Adoramos nostalgia nas telonas, e agora acompanharemos o passado de Donna através de Lily James que capta a essência da personagem muito bem e, além de ser carismática, ainda canta muito bem, tem um sorriso cativante e mostrou que é muito promissora, afinal não é qualquer um que consegue interpretar um personagem que já foi de Maryl Streep.

Como já sabemos, as aventuras de Donna citadas no primeiro filme ocorreram nos anos 70, época na qual viveu relacionamentos intensos com três homens bem diferentes: Harry (Hugh Skinner/Colin firth), Sam (Jeremy Irvine/Pierce Brosnan) e Bill (Josh Dylan/Stellan Skargasd). No primeiro filme, as histórias de amor foram apenas pinceladas, enquanto neste entendemos a profundidade das relações vividas por Donna. Outro ponto digno de elogio, é o trabalho de edição entre passado e presente que é bem executado e consegue manter a sintonia da trama.

O elenco está entrosado, e disso não temos dúvidas, como o filme mescla com o passado, descobrimos como Dona chegou a ilha, como ela conheceu os rapazes, como ficou grávida e como adquiriu o hotel. As únicas pessoas que já faziam parte da sua vida eram as suas animadas amigas Tanya (Christine Baranski/Jessica Keenan Wynn) e Rosie (Julie Walters/Alexa Davies). Vale dizer que todo o grupo jovial escalado para a produção agregou positivamente na história, trazendo a substância de seus personagens, além de semelhanças físicas e, obviamente, cantando muito bem.

Crítica: Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!

A arte da produção mais uma vez apresenta um ótimo trabalho que consegue complementar a narrativa do filme com figurinos adequados aos vários personagens e suas diferentes personalidade. Quanto aos cenários, a realidade humilde e exótica da ilha grega está muito bem caracterizada tanto no passado como no presente e ajuda a compor a jornada dos personagens e agregar muito ao visual do filme com belíssimas paisagens.

Na fotografia é mantido o belo trabalho do filme anterior, usando tons fortes de amarelo e azul para nos contar a história leve, emocional e divertida dessa família, assim como também explora bem os enquadramentos e movimentos de câmera para captar não só as atuações dos personagens e as interações entre eles, como também para criar lindos espetáculos para cenas musicais com muita fluidez.

Com direção do cineasta britânico Ol Parker, toda a história flui muito bem, fechando as pontas soltas do primeiro filme e o superando, pois além da diversão, essa sequência traz uma dose de emoção. A única questão solta é a relação de Sophie (Amanda Seyfried) e Sky (Dominic Cooper) que não é muito bem desenvolvida e pode servir de pauta para um próximo filme, quem sabe? Meryl Streep e Cher são mãe e filha apesar de não conhecermos muito dessa relação sabemos que ela foi uma mãe ausente, mas que amava a filha que se tornou aventureira, livre e viajante.

“Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!” é espirituoso, conta com um elenco excelente, com músicas que se encaixam na história e possivelmente fará com que as pessoas saiam das sessões cantarolando e felizes.


Trailer: 

REVIEW OVERVIEW
Roteiro
8
Direção
8
Atuações
10
Direção de Arte
10
Direção de Fotografia
8
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Andreza Nunes
Nascida em Recife, jornalista por formação, adoro ensinar e trocar conhecimento. Acredito que o cinema é uma arte enriquecedora que pode promover reflexões, mudanças e propiciar a fuga da realidade.