Quem não gosta de um bom filme com tubarões assassinos?

Pensando nisso que foi lançado Medo Profundo, estrelado por Mandy Moore e Claire Holt,  mais um filme com esses temíveis animais em uma temática de terror e suspense.

Na trama, duas irmãs viajam para uma praia no México e são convencidas a se aventurarem no famoso mergulho na jaula, onde as pessoas ficam frente a frente com tubarões e outros perigos. Durante o mergulho, o fio que segura a jaula se rompe e as jovens vão para no fundo do mar, com pouco oxigênio e vários tubarões ao redor.

Crítica: Medo Profundo

O maior problema dessa produção está em seu roteiro que é repleto de altos e baixos. Aqui temos diálogos forçados e risíveis compondo quase todo o script, o que acaba nos impedindo de criar empatia pelas vítimas, além disso, o longa carece de profundidade, tanto em seus personagens como na trama, que conta com uma grande reviravolta em seu ato final que é bizarra e mal estruturada.

Contudo, o roteiro acerta na construção da narrativa de suspense e terror na medida certa, sabendo levar o público a sentir diversas sensações de aflição e medo conforme Lisa (Mandy Moore) e Kate (Claire Holt) lutam pela sobrevivência sem recursos, debaixo da água e sob a mercê dos tubarões, contando somente com elas mesmas.

Mandy Moore é Lisa, uma garota toda certinha e “careta” com quem seu namoro terminou, pois a considerava entediante, enquanto a sua irmã, Kate, vivida por Claire Holt, é mais divertida e possui uma conduta mais inconsequente, impulsiva e em alguns momentos, até persuasiva.

Ambas personagens se resumem a esses estereótipos rasos, o que não rende muito material a ser explorado pelas atrizes, entretanto as duas conseguem nos passar seus desesperos e medos enquanto sofrem na jaula subaquática.

A direção de arte é bem padronizada, sem muito destaque a acrescentar ou influenciar no restante da narrativa, seja por seus cenários ou pelos figurinos, ambos são apenas funcionais e bastante apáticos do começo ao fim.

Crítica: Medo Profundo

Entretanto, devemos elogiar a direção de fotografia, apostando em câmeras handycam como um ótimo acompanhamento do suspense das irmãs. Já os ângulos e movimentos proporcionam um experiência intimista, angustiante e aterrorizante, nos passando várias sensações conforme as personagens fazem de tudo para sobreviver. Quanto às cores, foi utilizado tons de azul e sombras para o fundo do mar, enquanto que no restante das cenas temos uma iluminação ensolarada e cores vivas que destacam o cenário da praia.

A direção também é um ponto positivo, Johannes Roberts sabe conduzir bem a tensão e o horror do filme, focando nos atos de sobrevivências e levando o público ao delírio durante o desenrolar da história. No entanto, não é possível oferecer uma maior profundidade ao filme devido ao seu roteiro fraco.

Medo Profundo tem grandes problemas com sua história, mas acerta bem ao divertir graças ao bom direcionamento da narrativa de horror e thriller, ainda assim, a sua conclusão pode incomodar bastante o público e esperemos que sua sequência aprenda com tais erros e foque em consertá-los.


Trailer:

REVIEW OVERVIEW
Roteiro
4
Direção
8
Atuações
6
Direção de Fotografia
7
Direção de Arte
5
SHARE
Otávio Renault
Nascido em São Joaquim da Barra interior de São Paulo, sou um escritor, cineasta, fotógrafo, desenhista e autor na Cine Mundo, além de um cinéfilo fã de Quentin Tarantino, J.J. Abrams, Neil Gaiman, viciado em séries e leitor de quadrinhos/mangás.