Lançado nos Estados Unidos em 2017, “Medo Viral” traz uma mistura de vários clássicos do terror, brincando com alguns clichês e esteriótipos de personagens e também sucumbindo à vários deles.

Após a morte de Nikki (Alexis G. Zall), um grupo de amigos recebe um convite para baixar um aplicativo misterioso, o assustador é que a solicitação é enviada pelo celular da falecida. Sem excitar, todos baixam o app como se você a atitude mais comum e sensata. Dias depois, cada um passa a ser perseguido por uma entidade maligna que usa as informações contidas no Smartphone para descobrir os maiores medos de suas vítimas e matá-las da pior forma.

Crítica: Medo Viral

O maior alicerce do filme é a sua proposta que é bastante intrigante e nos deixa instigados do início ao fim querendo entender melhor o funcionamento e a origem do aplicativo assombrado. No entanto, o problema de “Medo Viral” está na ausência de originalidade, ainda que a proposta do app seja ousada, a sucessão de acontecimentos e todo o desenrolar da trama é previsível. Muito dos clichês são uma espécie de referência a clássicos do gênero, mas o uso excessivo desse recurso deixa o filme vazio e sem qualquer resquício de autenticidade ou até mesmo uma sequência memorável.

Uma das características mais marcantes dos filmes de terror atuais é o elenco inspirado e que traz interpretações caprichadas, seja em blockbusters como “Invocação do Mal” e “IT – A Coisa” ou em produções com um estilo mais independente como “Corra!” e “A Bruxa”. O fato é que o gênero não serve mais como alicerce para justificar atuações fracas e o padrão “Sexta-feira 13” de má qualidade ficou no passado. Porém, isso não é o que acontece em “Medo Viral”, e temos atores completamente fora de tom e sem qualquer comprometimento com a história que está sendo contada, além de estarem apoiados em um roteiro fraco e recheado de diálogos artificiais.

O longa tem uma cinematografia muito peculiar que entrega bastante do seu lado independente, com planos e ângulos diversificados e criativos que brincam com a versatilidade dos cenários e usa os menores reflexos para criarem um jump scare ou simplesmente sustentarem a atmosfera de terror. Em termos de ambientação e clima, a qualidade do filme é realmente inquestionável.

Crítica: Medo Viral

A maquiagem e toda a construção da criatura conhecida como ‘Mr. Bedevil’ também merece um singelo elogio, pois mesmo não sendo completamente marcante, é uma imagem bastante assustadora e que consegue servir bem ao seu proposito.

No final das contas “Medo Viral” acaba sendo um remendo desleixado de várias ideias anteriores e sem muita ousadia. A fotografia alinhada com a boa caracterização do vilão podem render alguns sustos aos mais sensíveis, mas no geral o filme não convence e deixa aquela sensação de tempo perdido.


Trailer:

REVIEW OVERVIEW
Roteiro
3
Direção
5
Atuações
3
Direção de Arte
6
Direção de Fotografia
6
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Guilherme Soares
Criador e editor da Cine Mundo, diretor, roteirista e crítico de cinema. Viciado em séries, com um carinho especial pela eterna Six Feet Under e Buffy The Vampire Slayer.