Filmes de tubarão são quase um gênero específico nos cinemas, e muito disso se deve ao clássico “Tubarão” (1975) que derivou vários outros longas protagonizados por esses animais, uns bons, outros ruins e alguns muito bizarros como “Sharknado” (2013), mas o que acontece é que o diretor Steven Spielberg quando dirigiu a este filme ele deixou sua marca e construiu uma atmosfera de tensão em torno do animal que hoje em dia ninguém consegue fazer. As pessoas não se atém mais ao suspense em torno da criatura, elas gostam mesmo é de ver o tubarão e como temos recursos para tal, a próxima história a ser contada é a de um “Mega Tubarão” conhecido como ‘Megaladon’, que segundo alguns estudiosos, o animal realmente existiu, não na proporção que é exibida no filme, mas algo próximo e que atualmente encontra-se extinto.

Crítica: Megatubarão

Na trama, a tripulação de um submarino fica presa dentro da fossa mais profunda do Oceano Pacífico após ser atacada por um tubarão pré-histórico de mais de 20 metros de comprimento, o Megalodon. Para salvá-los, o oceanógrafo chinês (Winston Chao) contrata Jonas Taylor (Jason Statham), um mergulhador especializado em resgates em águas profundas que já encontrou com a criatura anteriormente.

A fotografia da produção trabalha com tons de azul e sépia, e com o uso de uma iluminação mais opaca que auxilia a criar um pouco de tensão ao redor do ambiente pelo qual a história se propaga, contudo seus ângulos e enquadramentos tirando seus momentos de ação e adrenalina, optando por caminhos bem comuns para a narrativa e sem nada que fuja de visuais clichês já explorados em outros longas.

No quesito arte, a produção segue pelo mesmo caminho da fotografia, com escolhas bens convencionais para os cenários, que funcionam para nos ambientar diante da história, porém peca em nos dar um visual característico e original.

Baseado no livro de Steve Alten, o roteiro escrito a três mãos por Dean Georgaris, Jon Hoeber e Erich Hoeber falha na construção de seus personagens. Jonas (Jason Statham) é o típico homem que não acredita na vida que está vivendo na Tailândia e quando a sua ex-mulher Celeste (Jessica McNamee) corre perigo ele não hesita em voltar as profundezas do mar para salva-la. Mac (Cliff Curtis) vive um bom samaritano que mal tem espaço em tela e junto do Dr. Mindway (Winston Chao) eles vão à Tailândia para convocar Jonas a missão. No local onde estão instalados para fazer pesquisas patrocinadas, o charlatão Jack Morris (Rain Wilson) conta com a ajuda de DJ (Page Kennedy), Jaxx Herd (Ruby Rose) e a filha de Dr. Minway, interpretada por Li Bongbing, que acaba sendo a melhor atriz em cena junto com a sua filha, uma criança fofa e adorável. Enquanto parte da equipe busca por respostas cientificas e a outra tentar buscar Jason, o gigantesco tubarão está prestes a chegar em uma praia repleta de turistas.

O grande problema de “Megatubarão” são as suas tentativas de se levar a sério demais, ao invés de abraçar o seu estilo B. No entanto, o longa não decepcionará os fãs de filmes de tubarão trazendo puro entretenimento, personagens caricatos e uma criatura realmente nunca antes vista nos cinemas!


Trailer:

REVIEW OVERVIEW
Roteiro
4
Direção
5
Atuações
4
Direção de Arte
7
Direção de Fotografia
5
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Andreza Nunes
Nascida em Recife, jornalista por formação, adoro ensinar e trocar conhecimento. Acredito que o cinema é uma arte enriquecedora que pode promover reflexões, mudanças e propiciar a fuga da realidade.