[Crítica] Missão Impossível: Nação Secreta

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Enquanto muitos defendiam que Tom Cruise deveria deixar Ethan Hunt no passado, Missão Impossível: Nação Secreta surpreende. No novo filme, Hunt investiga uma agência de espionagem internacional chamada Sindicato, enquanto isso, sua agência IMF sofre pressões do governo americano, para eles o Sindicato é algo criado pelo próprio Hunt com o propósito de se manter na ativa. Com a ajuda de Benji (Simon Pegg), Ethan começa a traçar um perfil para os atentados do Sindicato e mesmo sem o apoio do governo continua tentando frustrar e se antecipar os planos da organização.

Nação Secreta acerta ao trazer ação, suspense e humor em um mesmo filme, combinação certeira com temos visto na maioria dos filmes blockbuster atuais e que garante o entretenimento do público. Tom Cruise mostra mais uma vez que a idade não pesa tanto para ele quanto para a maioria dos mortais e opta por dispensar os dublês mesmo nas cenas mais arriscadas, ele já começa o filme preso do lado de fora de um avião em movimento.

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Simon Pegg (Chumbo Grosso) traz a dose de humor necessária para que o filme não fique maçante e ainda sim se mostra preparado para a ação. O maior destaque vai para a novata Rebecca Ferguson, que interpreta Ilsa Faust, personagem que se mostra tão forte quanto Hunt, a agente infiltrada no Sindicato ajuda e ao mesmo tempo manipula o protagonista, mostra que o magnetismo feminino pode influenciar muito os homens e até atrapalhá-los. A atriz provou que não se limita a uma função meramente ilustrativa e sustentou o fato de ser uma das mulheres mais fortes de toda a sequência Missão Impossível.

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O figurino, apesar de simples, foi perfeitamente bem construído de forma a ressaltar as características de cada personagem, o mais incrível é tentar entender de que material são feitos os ternos e smokings de Tom Cruise que mesmo com toda a ação resistem e continuam impecáveis, um caso a parte. As cenas de ação não se limitam ao avião, as sequências de perseguição e luta são muito bem resolvidas em efeitos e filmagem.

O fato é que o quinto filme de Missão Impossível não promete uma complexidade exagerada e nem ser muito mais do que já foi apresentado anteriormente, mas não se torna chato em nenhum momento. Tudo que faz dos filmes da série querido pelos fãs está presente e até um pouco mais já que o filme traz gratas surpresas. Os exageros ainda são enormes, Tom Cruise continua igual, gadgets, ferramentas e até mesmo as máscaras perfeitas continuam lá, somente um pouquinho mais modernas. É interessante ver que ninguém ficou no passado nesse novo filme, nem as tecnologias, nem o protagonista e nem mesmo o diretor, Christopher Mcquarrie (Jack Reacher: O Último Tiro), que mostrou que mesmo em filmes de espionagem as mulheres vem ganhando espaço.

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Juliana Schmidt
Sou do tipo que chora em filmes, séries e livros, por isso mesmo me considero uma apaixonada. Reparo em coisas que pouca gente presta atenção como figurinos, cenários e trilhas sonoras.