Depois do sucesso de “A Morte Te Dá Parabéns” o gênero slasher voltou a ganhar forças na indústria cinematográfica. Recentemente tivemos o novo e empolgante “Halloween” e agora, um pouco menos ousado mas igualmente divertido, “Parque do Inferno”.

Crítica: Parque do Inferno

O filme conta a historia de Natalie (Amy Forsyth) que volta a sua cidade natal para rever seus amigos e nesse dia, por ser Halloween, eles decidem ir visitar um parque inteirante chamado Hell Fest. No local, há diversas atrações assustadoras, incluindo pessoas fantasiadas de monstros circulando livremente, dessa forma, quando um psicopata começa a perseguir Natalie e o seu grupo, todos ignoram o perigo até que seja tarde demais.

Como o próprio trailer sugere, o filme é carregado de referências de slashers dos anos 80, desde clássicos como “Halloween” até outros mais genéricos como “Pague para Entrar, Reze para Sair”, sendo assim, fica fácil perceber que o roteiro segue a fórmula pronta do gênero e não está disposto a se arriscar. Essa zona de conforto não tira o charme da história, mas impede que o longa se destaque diante de outros que já foram feitos.

A personagem de Amy Forsyth é simpática e inteligente, consegue cativar e tem uma boa química com a sua amiga Brooke vivida por Reign Edwards, contudo quem acaba roubando a cena é Bex Taylor-Klaus como Taylor, uma jovem divertida e carismática. Esse trio de amigas é o destaque, enquanto os seus namorados servem apenas para aumentar o número de vitimas.

O psicopata que persegue os adolescentes no parque é bastante misterioso e usa uma máscara macabra, que não chega a ser marcante, mas é no minimo bizarra. Semelhante a alguns ícones do terror como Jason e Michael Myers, esse também faz a linha stalker, com passos curtos, mas que sempre alcançam a sua preza. É divertido e até nostálgico acompanhar as sequências de perseguição.

Crítica: Parque do Inferno

Há apenas uma única decisão na reta final da história que vai um pouco além dos slashers tradicionais, colocando um tom empoderado na protagonista durante o confronto e, ao invés do desfecho se apoiar no namorado ajudando a mocinha, é uma outra relação que acaba ganhando destaque. Mesmo assim, o prazer desse embate não é dos mais duradouros e poderia ter sido um pouco mais elaborado.

Gregory Plotkin é um diretor estreante, mas foi responsável pela edição de grandes filmes como “Corra!” e “A Morte Te Dá Parabéns”, o que com toda certeza o ajudou a ganhar uma certa experiência no terror. Aqui ele sabe usar muito bem a ambientação do parque para criar um tom sombrio e mexer com a percepção dos personagens, além de trazer uma boa fotografia que sabe contemplar bem todo esse cenário assustador.

“Parque do Inferno” é um terror slasher genérico que conta com clichês ultrapassados e passa longe de assustar, mas ainda assim, traz personagens divertidos, um vilão bizarro e diversas referências que irão agradar muitos fãs do gênero. Não podemos prometer surpresas ou grandes plot-twists, mas a diversão é certa.


Trailer:

REVIEW OVERVIEW
Roteiro
6
Direção
7
Atuações
7
Direção de Arte
8
Direção de Fotografia
8
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Guilherme Soares
Criador e editor da Cine Mundo, diretor, roteirista e crítico de cinema. Viciado em séries, com um carinho especial pela eterna Six Feet Under e Buffy The Vampire Slayer.