Crítica: Planeta dos Macacos – A Origem (2011)

Planeta dos Macacos – A Origem marcou o reinício da inesquecível franquia de filmes que fez um sucesso estrondoso nos anos 60 e 70, inspirada no romance homônimo de Pierre Boulle (1912-1994).

Com direção de Rupert Wyatt, o filme reinventa a franquia, embora apresente alguns aspectos semelhantes ao filme de 1972, A Conquista do Planeta dos Macacos. Essa adaptação traz elementos totalmente novos para a trama, adaptando-a para o mundo atual e faz algumas homenagens aos antigos filmes da saga.

O cientista Will Rodman, interpretado por James Franco, trabalha em um laboratório onde realiza experiências com macacos a fim de descobrir a cura para o mal de Alzheimer. A motivação do cientista é pessoal, seu pai, Charles, interpretado brilhantemente por John Lithgow, é vítima da doença.

Após um acidente provocado pela fuga de uma das cobaias, a pesquisa é cancelada e Will acaba levando para casa o filhote da cobaia que provocou o acidente e foi morta. A partir daí, ele continua secretamente com a pesquisa em sua casa, fazendo testes no filhote e em Charles.

A interpretação de Charles por John Lithgow é digna de destaque. O personagem emociona, desperta admiração e empatia. Charles, inclusive, foi responsável por dar nome ao macaco, Cesar, que passa a morar com ele e Will e desenvolve capacidade intelectual e motora similar a dos humanos.

Cesar foi batizado em homenagem a Júlio César, um dos maiores comandantes militares da história, de papel fundamental na passagem da República para o Império Romano. O nome vem junto com a bagagem e Cesar se torna o líder da revolta dos macacos contra o homem.

Quem da vida a Cesar é o ator Andy Serkis, famoso por atuar através da técnica de captura de movimentos. Serkis foi responsável por interpretar Golum, na franquia O Senhor dos Anéis e King Kong, no filme de 2005.

O ator desenvolve seu papel de maneira impecável, Cesar é um personagem extremamente expressivo. Ele tem seu lado humano que encanta, principalmente o olhar que recebe destaque em várias passagens do filme e, apesar da sua humanidade, ele mantém seu lado animal, responsável por tomar a frente na liderança de outros macacos e partir em busca de conquista de território, lutando contra os humanos.

Cesar cria uma relação familiar bastante forte com Will e Charles, esse laço é mostrado o filme de maneira bastante sensível e emocionante.

Nesse reinício de franquia, as interações do ser humano com os animais é colocada a prova de diversas maneiras, assim como a ganância, o egoísmo e a falta de empatia do homem. A questão da família, dos laços construídos se faz muito presente em toda a trama.

A forma com que o diretor Rupert Wyatt inclui a crítica no filme é bastante interessante, em conjunto com o elenco criaram-se personagens distintos que apresentam características encontradas nos seres humanos, cada um com uma personalidade.

Wyatt acerta ao reiniciar a franquia de forma autêntica, mantendo a crítica como característica mais forte da saga, o que foi sempre a proposta inicial do autor Pierre Bouller ao criar a distopia.

 

 

REVIEW OVERVIEW
Roteiro
8
Direção
9
Atuações
10
Direção de Fotografia
9
Direção de Arte
10
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Jornalista, maratonista de séries, apaixonada pelo mundo do cinema e aspirante a fotógrafa.