Rampage é um jogo que muitos gamers dos anos 80 e 90 se recordam, afinal em 1986 a Midway lançou o título para fliperamas e consoles gerando um grande sucesso, através dele os jogadores escolhiam entre ser o gorila George, o lagarto Lizzie e o lobo Ralph e tinham a missão de destruir a cidade, devorar humanos e enfrentar militares.

A franquia ainda retornou em 1997 com Rampage World Tour e também em 2006 quando foi lançado Rampage: Total Destruction, nome que inclusive foi utilizado para adaptação live-action que estreia essa semana com o astro dos filmes de ação, Dwayne “The Rock” Johnson.

Crítica: Rampage - Destruição Total

Em Rampage, acompanhamos o primatologista Davis Okoye (Johnson), um homem solitário que tem uma amizade inabalável com George, um gorila extremamente inteligente que está sob os seus cuidados desde o seu nascimento. Porém, quando um experimento genético não autorizado dá errado, este primata gentil é transformado em uma criatura feroz e de tamanho descomunal. Para piorar as coisas, descobre-se que há outros animais que sofreram mutações similares. À medida que estes superpredadores atravessam os Estados Unidos, destruindo tudo em seu caminho, Okoye se une a uma geneticista desacreditada para desenvolver um antídoto, abrindo caminho em um campo de batalha em constante mutação, não só para impedir uma catástrofe mundial, mas também para salvar a temida criatura que já foi seu amigo.

Os responsáveis por isso são os vilões caricatos, Claire Wyden (Malin Åkerman) e seu irmão George (Jason Liles), que tenta ser engraçado, mas não consegue, além de Burke (Joe Manganiello), que é completamente desperdiçado no filme. Todo o elenco está razoável e não há atuações de destaque.

Claramente o longa tem inspirações em King Kong (1933), principalmente na conexão entre o primatologia e gorila George, que mesmo após a mutação genética, ainda mantém a essência dessa relação entre o homem e o animal, semelhante ao que é abordado no clássico filme de 1933.

No roteiro temos uma história comum, com pouco desenvolvimento de personagens e rápidas explicações dos acontecimentos, mas que ainda assim oferece boas sequências de ação.

Crítica: Rampage - Destruição Total

Na direção de fotografia não há tomadas surpreendentes e os poucos destaques ficam para os ângulos plongée que focam em ambientar a situação da cidade através dos olhos dos helicópteros e as cores de tons escuros que são trabalhadas em uma estética de filme de catástrofe.

A arte trabalha muito bem, principalmente na construção dos animais após virarem monstros, o George, por exemplo, conta com expressões muito convincentes, ele é um macaco albino que demonstra grande realismo e gera até mesmo afeições por sua personalidade e sentimentos, os outros dois monstros são o lobo Ralph e lagarto Lizzie, que são igualmente bem feitos, destaque inclusive para Lizzie que tem a sua pele primorosa, além dos seus olhos que expressam raiva. Mérito esse que também deve ser atribuído ao trabalho excelente de pós produção.

Rampage – Destruição Total é um filme de ação com monstros gigantes que invadem a cidade, e é exatamente isso, recheado de clichês e atitudes previsíveis dos seus personagens. É um filme gostoso de assistir, talvez porque ele resgate uma boa interação entre o homem e o animal e seja um entretenimento pipoca para quem gosta do The Rock, monstros gigantes e destruição.


Trailer:

REVIEW OVERVIEW
Roteiro
6
Direção
6
Atuações
7
Direção de Arte
8
Direção de Fotografia
7
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Andreza Nunes
Nascida em Recife, jornalista por formação, adoro ensinar e trocar conhecimento. Acredito que o cinema é uma arte enriquecedora que pode promover reflexões, mudanças e propiciar a fuga da realidade.