Mais um romance que não acrescenta nada ao gênero. Uma longa Jornada traz apenas mais um combo de clichês, porém ainda assim pode ser um bom filme para assistir no final de tarde sem nenhuma pretensão. Uma produção que se encaixa perfeitamente nos padrões da seção da tarde.

 

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O filme conta a história de Sophia Danko (Britt Robertson), uma garota que estava prestes a embarcar em uma viagem que mudaria completamente seu futuro profissional, poucos dias antes ela conhece Luke Collins (Scott Eastwood) rapaz pelo qual se apaixona e tem que lidar com a decisão de abrir mão de uma grande proposta profissional pelo seu amor, ou larga-lo e seguir em frente com o trabalho. Em meio a essa situação ela acaba salvando a vida de um senhor chamado Ira que acaba tornando-se muito especial em sua vida. Ao longo dos seus dias no hospital, Sophia passa a conhecer mais do passado romântico de Ira Levinson (Alan Alda/ Jack Huston) e no final das contas ajuda a protagonista a tomar sua decisão.

 

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O roteiro do filme é fraco e muitas vezes foge do realismo de uma forma tão agressiva que nós faz questionar se trata-se de um romance ou fantasia. A história dos protagonistas é cansativa, forçada ao ponto de incomodar durante o inicio da trama. Porem o enredo do casal coadjuvante consegue ser clichê, mas interessante, tanto por conta da narrativa quanto pelas atuações de Jack Huston e Oona Chaplin. No decorrer do filme a história dos protagonistas vai ficando mais solida e o filme ganha um ritmo agradável com uma constância que instiga nossa curiosidade, mesmo que no final das contas acabe como todos imaginam, morte e drama, mas com final aceitável.  Ainda tratando-se do roteiro seu outro ponto fraco está na construção dos personagens, extremamente rasos e artificiais ao ponto de que o maior problema do casal deve-se ao fato da vida de ambos serem profissionalmente perfeitas em polos diferentes e um deles tem que ceder, no restante tudo é demonstrado como perfeito.

A fotografia é linda, todas as cenas estão devidamente bem enquadradas ao ponto de renderem belos quadros em qualquer segundo do filme, é notável o uso de um angulo de abertura maior na maioria das cenas de forma a evidenciar o cenário que apimenta o teor romântico da produção. A trilha sonora não surpreende, mas cumpre com seu propósito, fazendo uso de diversas músicas country.

Uma longa jornada é mais uma adaptação de uma das obras de Nicholas Sparks e como as suas anteriores seguem clichês clássicos do gênero e outro que são característicos das obras de Nicholas. Não é nem de longe um filme ruim como alguns esperam, mas também não chega perto de ser uma produção significativa.

REVIEW OVERVIEW
Nota:
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Guilherme Soares
Criador e editor da Cine Mundo, diretor, roteirista e crítico de cinema. Viciado em séries, com um carinho especial pela eterna Six Feet Under e Buffy The Vampire Slayer.