Após várias mudanças em sua data de estreia e algumas refilmagens de última hora, finalmente chega aos cinemas “X-Men: Fênix Negra”, o capítulo final da franquia iniciada em 2011 com o aclamado “X-Men: Primeira Classe”.

Na trama, Jean Grey (Sophie Turner) assume a figura poderosa da Fênix e precisa aprender a lidar com esse poder antes que ele consuma a sua vida ou a das pessoas ao seu redor. Paralelo à isso, uma raça alienigena vem até o planeta terra buscando esse dom para conseguir reconstruir a sua espécie quase extinta.

Crítica: X-Men: Fênix Negra

O grande problema do filme está em seu roteiro que parece cheio de boas intenções em tornar a trama profunda e desenvolver seus personagens, mas no final nada funciona direito. A protagonista Jean Grey recebe a virtude da Fênix de uma forma extremamente aleatória e rápida, sendo que em pouquíssimo tempo ela já encontra-se desabafando sobre a dor e o peso desse poder com a eloquência de quem esteve lidando com isso por muitos anos e não apenas algumas horas. As suas próprias decisões soam inconsistentes, quando em um dado momento decide se afastar de seu grupo e pouco depois já está de volta pronta para salvá-los. A inconsistência não é exclusividade de Jean, pois Magneto (Michael Fassbender) e Xavier (James McAvoy) também sofrem do mesmo problema, mudando suas motivações de um minuto para o outro sem qualquer coerência.

A narrativa também sofre com a falta de sustância em seu desenvolvimento, a morte de uma personagem chave que deveria abalar o público e movimentar a trama, é tão previsível e mal executada que acaba nos deixando com a sensação de indiferença.

Dado os problemas de roteiro, não é novidade dizer que as atuações não se destacam, até mesmo a prometida Jessica Chastain vive uma vilã generica, Sophie Turner, por outro lado, conta com momentos bastante explosivos que saem um pouco da zona de conforto da personagem apática que ela vinha interpretando até então, isso é legal de acompanhar, mas passa longe de ser algo grandioso.

Crítica: X-Men: Fênix Negra

Apesar de tudo, o terceiro ato do longa se destaca e podemos acompanhar nossos mutantes favoritos em uma batalha empolgante dentro de um trem, é uma sequência bastante exibicionista em termos de efeitos visuais e para quem é fã, será muito divertido de acompanhar os heróis na luta.

“X-Men: Fênix Negra” é uma filme genérico sobre os X-Men, com pouca emoção e sem muito comprometimento com a história que está contando. Ainda assim, é um “comfortable movie” que funcionaria bem em uma sessão da tarde e irá entreter nas cenas de ação, principalmente se você é fãs dos personagens. No mais, é um desfecho morno, mas isso também não é surpresa tendo em vista o fiasco que foi “X-Men: Apocalipse”.


Trailer:

REVIEW OVERVIEW
Roteiro
4
Direção
5
Atuações
6
Direção de arte
7
Direção de fotografia
7
SHARE
Guilherme Soares
Criador e editor da Cine Mundo, diretor, roteirista e crítico de cinema. Viciado em séries, com um carinho especial pela eterna Six Feet Under e Buffy The Vampire Slayer.