Entenda o sucesso das séries médicas em cinco motivos

As pessoas amam séries médicas e não é à toa que “Greys Anatomy” está em sua 14º temporada e é a série mais vista de 2017, vocês acreditam? “Dr. House” interpretado pelo ator inglês Hugh Laurie, mesmo encerrada em sua 8ª temporada, ainda é uma das séries médicas mais aclamadas pela crítica e pelo público. E quem não se lembra de George Clooney em “ER – Plantão Médico”? – a grande percursora para essa saga de séries médicas que fazem tanto sucesso hoje em dia.

“The Resident” é mais nova série do gênero e estreou no dia 4 de julho, no canal FOX, prometendo mostrar os bastidores da medicina e o lado mais humano dos profissionais da saúde.

A FOX conversou com a Dra Hanna e o Dr Márcio Gerhadt para entender por que essas séries exercem tanto fascínio e olha o que eles disseram sobre o assunto:

séries médicas
“The Resident” nova série da Fox.

1. Permitem a gente se identificar e ressignificar

As séries médicas permitem que a gente conheça um pouco sobre temas da saúde que as vezes parecem tão obscuros ou que nos preparemos para caso aconteça algo conosco ou com um conhecido de forma semelhante.

“Sempre temos um familiar que passou por essa ou aquela situação. Podemos nos identificar emocionalmente e ressignificar o que sentimos diante de um caso de doença na família”, disse a Dra Hanna.

2. Geram empatia para o profissional de saúde

Geralmente pensamos que os médicos não têm humanidade ou que nos afastam muito do profissional fazendo com que fiquemos com dúvidas por vergonha ou timidez da figura do médico e as séries acabam nos aproximando desses profissionais.

“O interesse pelos seriados médicos, particularmente os que lidam com urgências e emergências, pode ser atribuído à mistura de status e poder em que a profissão está envolta. Nesses seriados, o médico é apresentado de forma a se conectar com o grande público”, completa o Dr Gerhadt.

3. Mostra os médicos em todas as suas pluralidades

Os seriados mostram vários personagens, aqueles mais humanos, uns que se acham deuses, uns éticos, outros não. Além disso, nos aproxima da rotina do hospital.

“Como em todas as profissões, as personalidades dos médicos são muito diferentes. Alguns são especialistas em pesquisa científica. Há cirurgiões que se comportam como deuses, se acham o máximo, embora se mostrem mais frios para poder se defender”, avalia a Dra Hanna.

4. Fragilidade

A percepção de que os médicos são gente vai ganhando forma com o seriado ao conhecer um pouco melhor sobre esses profissionais e saber que eles sofrem muita pressão.

Muitos médicos parecem arrogantes à primeira vista, mas na verdade se defendem através dessa arrogância e são gente como a gente. “Os médicos sofrem muita pressão. Estudos mostram que, não raro, abusam de álcool e outras drogas e acabam ficando doentes”, afirma a Dra Hanna.

5. Residências médicas são um prato cheio para a ficção

Uma prova disso que até o Brasil esteve investimento em uma série médica para mostrar um pouco sobre acontecimentos reis que foram apurados junto à pesquisa “Unidade Básica”, e “Sob Pressão” que é ambientada na emergência de um hospital público do Rio de Janeiro. Porém, aqui no Brasil a realidade é um pouco diferente da saúde norte americana, bem menos romantizada, mas não deixa de ser um prato cheio para a ficção.

“É um processo de aprendizado muito rico, de muito amadurecimento profissional. O residente tem que atuar, mas ainda não sabe tudo. Na verdade, conhece muito pouco”, completa Hanna.

Carolina Hanna é psiquiatra formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro do corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, pesquisadora do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica do Hospital das Clínicas da FMUSP, com enfoque em psicopatologia e transtorno por uso de álcool e outras drogas. Já Márcio Gerhadt é psiquiatra e professor da Pós-Graduação da USP (Universidade de São Paulo).

Outra série médica que não posso deixar de mencionar é “The Good Doctor”, estrelada por Freddie Highmore no papel de Shaun Murphy, um jovem cirurgião promissor que sofre de autismo e savantismo, um distúrbio psíquico no qual a pessoa possui uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência.

Por fim, fiquem ligados também em “The Resident” que estreou na FOX e seu primeiro episódio encontra-se disponível no FOX App de 4 a 18 de julho, tanto para assinantes e não-assinantes. Demais episódios entrarão no aplicativo após a exibição da TV, porém exclusivamente para assinantes dos pacotes FOX+ e FOX Premium.

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Andreza Nunes
Nascida em Recife, jornalista por formação, adoro ensinar e trocar conhecimento. Acredito que o cinema é uma arte enriquecedora que pode promover reflexões, mudanças e propiciar a fuga da realidade.