Os Incríveis Efeitos Especiais de Mad Max: Estrada da Fúria

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O vencedor Oscar 2016 na categoria Melhores Efeitos Visuais, Mad Max: Estrada da Fúria, surpreendeu a todos com seu realismo absurdo, 80% dos efeitos vistos no filme são verdadeiros efeitos práticos, dublês, maquiagem e cenários.

O filme, na verdade, conseguiria ser incrível mesmo sem as interferências digitais, afinal suas sequências de ação ainda são impressionantes na vida real, o vídeo abaixo mostra algumas das cenas de ação como apareceram no filme (após a inclusão dos efeitos especiais) e imagens de como elas foram filmadas. Por trás das câmeras, é possível ver as impressionantes atuações em meio a acrobacias motorizadas e carros explodindo.

As perseguições dirigidas por George Miller foram filmadas no deserto da Namíbia. O cenário pós-apocalíptico do filme, porém, trouxe críticas à equipe de produção do longa. Ambientalistas e agentes de turismo do país africano reclamaram que as filmagens alteraram o frágil ecossistema local. Inicialmente, Mad Max – Estrada da Fúria estava previsto para ser gravado na Austrália.

Para a criação desses efeitos visuais que se misturam com a realidade, foi utilizado o CGI (computação gráfica) com moderação, principalmente para melhorar a paisagem da Namíbia, remover indícios de dublê e para amenizar a mão esquerda de Charlize Theron, que no filme é um braço protético.

Todos os mais de 150 veículos usados nas filmagens do longa foram concebidos pelo designer Colin Gibson, então dirigidos e destruídos através dos esforços da equipe que incluiu os Supervisores de Efeitos Especiais Andy Williams, Dan Oliver e o Coordenador Guy Norris, que utilizaram várias câmeras digitais para capturar os stunts.

Mas apesar de não parecer, mais de 2000 cenas precisaram ser lapidadas pela equipe de efeitos especiais, liderada pelo Supervisor de Efeitos Visuais Andrew Jackson. Um dos principais efeitos, que fez toda a diferença em Mad Max: Estrada da Fúria foi o sky replacementes, uma troca do dia pela noite (também conhecido no Brasil como Noite Americana), trabalho do colorista Eric Whipp.

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Juliana Schmidt
Sou do tipo que chora em filmes, séries e livros, por isso mesmo me considero uma apaixonada. Reparo em coisas que pouca gente presta atenção como figurinos, cenários e trilhas sonoras.