[Resenha] Objetos Cortantes | Gillian Flynn

Título: Objetos Cortantes
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 254
Gênero: Suspense

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Se você já leu Garota Exemplar ou assistiu ao filme, conhece um pouco como funciona o suspense inteligente de Gillian Flynn. Objetos Cortantes é seu romance de estreia, o livro conta a história da entediada jornalista Camille Preaker, que já cansada de noticiar as mesmas coisas, é convidada por seu editor, Frank Curry, a investigar o assassinato brutal de uma garotinha e o desaparecimento de outra, mas para isso Camille terá de enfrentar seus próprios fantasmas e retornar a sua pequena cidade natal.

Desde que deixou Wind Gap (Missouri), a oito anos, Camille quase não falou com sua mãe neurótica e mal conhece seu padrasto e sua meia-irmã. Mas como não dispõe de recursos para um hotel é obrigada a ficar na casa da família. Voltar a conviver com sua família não será nada fácil, memórias de coisas que ela já havia deixado para trás voltam com força total. Conforme seguimos na leitura vamos descobrindo mais e mais problemas ligados a infância e a adolescência da protagonista, entre eles desentendimentos constantes com a sua mãe que a levaram a depressão e a sua única forma de escape: a automutilação, o resultado é um corpo com cicatrizes exteriores e interiores.

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Camille está de volta ao lugar que é o centro de sua dor e deverá montar o quebra-cabeça que envolve um serial killer que escolhe garotas de nove à dez anos, as enforca e arranca todos os seus dentes.

Nesse livro, Gillian Flynn prova sua habilidade em explorar a mente humana e seus efeitos, traz uma protagonista problemática que leva uma vida envolta em desespero, mas que nunca deixa de enfrentar os acontecimentos com coragem. Objetos Cortante é um livro ágil com um final surpreendente, como já é habitual da autora. Se trata de um suspense psicológico, focado na imperfeição humana, que procura explicar as raízes da maldade, um livro um tanto quanto perturbador, mas que te prende do início ao fim da leitura.

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Juliana Schmidt
Sou do tipo que chora em filmes, séries e livros, por isso mesmo me considero uma apaixonada. Reparo em coisas que pouca gente presta atenção como figurinos, cenários e trilhas sonoras.