[Top 5] Motivos para conhecer o jogo The Walking Dead (Telltale)

O jogo The Walking Dead produzido pela Telltale Games é ambientado na atmosfera pós apocalíptica baseado nos quadrinhos, onde você é o personagem de Lee Everet um condenado que está sendo levado a prisão antes de sofrer um acidente de carro e escapar. O jogo está dividido em duas temporadas de cinco episódios cada uma e mais um episódio especial que conta a história de cinco personagens diferentes, logo no primeiro Lee encontra uma garotinha chamada Clementine que irá acompanha-lo em sua jornada por sobrevivência. Este é sem dúvida um meus jogos favoritos por milhares de motivos. Busquei aqui reduzir em cinco a fim de fazer você, caro leitor, se interessar e entrar em contato com esse jogo fantástico.

1. Cada jogo é único

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Acredito que o maior diferencial desse jogo com relação aos outros, é o fato escolha, desde pequenas respostas em diálogos até decidir sobre vida de alguém, a trama caminha numa atmosfera cruel que consegue te colocar exatamente dentro daquela situação e você deve escolher em questão de segundos o que irá acontecer.

Claro que essa opção é limitada, pois o jogo precisa caminhar para o mesmo fim, entretanto ainda sim é um elemento significativo no processo de contato com aquele universo, pois existirão conflitos dentro do grupo, e você precisará escolher lados, existirão mortes que você poderá ou não evitar, e cada uma dessas escolhas modela sua percepção sob cada personagem. Um mesmo personagem pode idolatrado ou odiado a partir de como você conduz as suas ações.

2. Os personagens

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Principalmente no primeiro episódio da primeira temporada, quando você encontra-se com seu grupo de sobrevivência haverá momentos em que a sua “missão” será entrar em contato com eles, e essa, pra mim, é uma das etapas mais interessantes do game, é onde realmente percebo como o cenário apocalíptico e os zumbis são um mero pano de fundo. Cada personagem ali tem uma história antes de tudo, uma personalidade que diverge totalmente das demais, que faz o gamer se envolver com cada um deles, seja através da raiva ou do afeto.

Outro ponto positivo é a dualidade inexistente em todos eles, não existe o bonzinho e o malvado, existem apenas pessoas que cometeram erros e estão apenas tentando sobreviver cuidando de si e das pessoas que amam. O próprio Lee inicia o jogo sendo levado à cadeia, por um motivo que temos apenas uma vaga ideia no inicio e só conheceremos mais a fundo posteriormente no jogo. Você que logo ficará na posição de decidir se esconde ou não o seu passado, porque nem você é completamente bom, ou mal.

3. A arte e as reviravoltas

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Basicamente o jogo é construído em torno do ‘aponte e clique’, e sua arte gráfica é singular por não ser exata, imitando os traços dos quadrinhos, o que o torna ainda mais atrativo aos fãs vindos de lá.

Assim como nos quadrinhos e na série, o jogo é recheado de plot twists incríveis que mexem muito com as emoções de quem está inserido ali, além de momentos extremamente emocionais que me fizeram chorar feito um bebê. Ao final de cada episódio acontece algo inesperado que o prende até o episódio seguinte, por isso recomendo que não pesquise muito sobre o game, senão poderá ter sua experiência de alguns momentos estragada por spoilers indesejados.

4. A relação entre Lee e Clementine

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Na verdade, eu poderia citar a relação de todo mundo com todo mundo, mas através das escolhas que fiz as relações entre Lee e Carly e Lee e Clementine foram as mais marcantes pra mim. Lee encontra Clementine sozinha em sua casa, seus pais haviam viajado de a deixado com a babá que não está mais lá, então Lee se compromete a cuidar daquela garotinha indefesa e leva-la consigo rumo a sobrevivência enquanto ela procura por seus pais.

Uma relação de cumplicidade e admiração emergiu daí e me fez verdadeiramente me importar em cuidar dessa garotinha, alimentando-a, salvando-a de zumbis, conhecendo sua história, e ensinando-a a sobreviver sozinha.

5. A segunda temporada

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Alguns aspectos já muito bons da primeira temporada evoluem significativamente na segunda, as escolhas feitas pelo jogador tem um impacto um pouco maior dentro da trama, com exceção disso todo o resto fica basicamente no mesmo patamar de qualidade da temporada anterior, nesta a protagonista é Clementine que encontra mais novos personagens tão interessantes quanto seus antecessores.

Enfim, The Walking Dead: O Jogo é definitivamente uma experiência magnifica que deve ser experenciada por qualquer fã da serie, ou mesmo porque quem gosta do tema apocalíptico. Lá nos inserimos quase completamente num universo onde tudo importa e um simples erro pode ser fatal, pra você ou para outro, lá uma decisão tem o peso de mil.

 

BÔNUS: The Wolf Among Us

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Este jogo pertence aos mesmos criadores do supracitado, com os mesmos atributos.

Também é inspirado em uma história em quadrinhos, e por enquanto só foi produzida a primeira temporada (ambos os jogos possuem continuações que estão sendo produzidas), na trama o jogador encarna o Big Bad Wolf, ou Bigby para os íntimos, xerife da cidade de Fabletown e tenta manter a cidade em paz e investigar um serial killer.

Toda a trama é arquitetada em torno de magias, bruxarias e personagens de contos de fadas, Bigby é na verdade o lobo mal (aquele que engoliu a chapeuzinho vermelho e a vovozinha), sua parceira de investigação será Branca de Neve, a moça de boas maneiras que tenta proteger a cidade do próprio temperamento de Bigby, que é um xerife que costuma resolver as coisas de um modo não convencional, afinal, nada é convencional nesse jogo.

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Estudante de psicologia, cinéfila entusiasta, seriadora e leitora. Dona da página "Curiosos por Filmes" no Facebook. Séries favoritas: Criminal Minds, Chuck, Friends e One Tree Hill. Os filmes favoritos são mais difíceis de escolher...