Crítica: 3º Andar – Terror na Rua Malasaña

O 3º Andar – Terror na Rua Malasaña conta a história de uma família que se muda para sua nova casa, no 3º andar de um prédio, Manolo Manolo (Iván Marcos) e Candela (Bea Segura) se estabelecem no bairro Malasaña, em Madri, com seus três filhos e o avô Fermín (José Luis de Madariaga). Eles deixam sua cidade natal para trás em busca da prosperidade que parece ser oferecida na capital de um país em plena transição. Mas, há algo que a família Olmedo não sabe: no apartamento do 3º andar em que os integrantes vão morar, eles não estão sozinhos…

O longa espanhol dirigido por Albert Pintó, que também esteve envolvido nas produções como: Matando Deus (2017) e RIP (2019). No seu novo trabalho, que é inspirado em fatos reais e que anteriormente estava agendado para março, mas devido a pandemia do covid -19 precisou ser adiado e agora, chega aos cinemas.

A história começa com um breve flashback dos anos 1972 – a trama se volta para os seis membros da família, a começar por Amparo (Begoña Vargas) que teve que deixar o namorado para seguir com os seus familiares no sonho de ter uma vida melhor, seu pai está confiante de que as coisas vão melhorar com a chegada no novo local, a sua esposa Candela se sente insegura, mas logo é confortada pelo marido. Seus demais filhos, Pepe (Sergio Castellanos) não tem uma boa relação com o seu pai diferente do seu irmãozinho o Rafael (Iván Renedo) que parece ser o xodó da família, e o garoto astuto, logo percebe que tem algo estranho é a principal vítima do mal que assombra o local e ainda o avó Fermin que fica mais em casa por algumas limitações na sua saúde, é constantemente aterrorizado.

Ao estabelecer arcos individuais para os personagens o filme não acerta, mas quando o elenco está unido o tom fica mais assertivo. Um outro acerto do filme, é atmosfera incômoda que acontece devido a ambientação no apartamento em que os personagens constantemente percorrem os corredores, o que vai render vários jumpscares (aqueles sustinhos que a gente adora). O local é habitado por uma entidade e ela não brinca em serviço, interage com as portas, com a televisão, com telefone e todos os meios de comunicação disponíveis na época, ela faz ranger, flutuar e também fala, viu? Ela quer algo da família e não pretende abrir mão e eles vão precisar lutar com todas as suas forças contra esse ser do mal, já que o apartamento é o único bem que eles têm e não podem abrir mão, posso dizer que é um embate entre a entidade e a família, quem será que leva essa?

3º Andar – Terror na Rua Malasana é aquela sessão de sustos consecutivos, embasados por uma história em que todos os personagens são cortejados pela presença maligna, o filme poderia ter explorado outros pontos, mas optou por uma fórmula funcional e consegue se sair dentro do esperado.

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Andreza Nunes
Nascida em Recife, jornalista por formação e pós graduando em Gestão de Comunicação Digital e Mídias Sociais. Acredito que o cinema é uma arte enriquecedora que pode promover reflexões, mudanças e propiciar a fuga da realidade.