[Crítica] Jurassic World

Quando começou a se falar em “um novo Jurassic Park” o temor tomou conta de muitos fãs que lembravam do fraco, e até traumático, terceiro filme da série. Confesso que eu estava entre estes fãs, inclusive. Mas o tempo foi passando, materiais de divulgações foram surgindo, vieram os banners, trailers, e algo começou a mudar: o temor já dava lugar a uma ansiedade boa e a uma espécie de torcida para que a produção acertasse a mão desta vez e honrasse aquele que faz parte da história do Cinema e da infância de muitos.

O filme estreou, e não decepcionou! Envolto em um misto de nostalgia, fantasia e aventura, “Jurassic World” fez valer a pena sua espera. Os protagonistas, Chris Pratt (mostrando que veio para ficar) e Bryce Dallas Howard, conseguiram captar o espírito da obra e conduzem os espectadores a uma história que pode parecer batida, à primeira vista, mas que prende a atenção de todos. A personagem de Bryce retrata a típica mulher de negócios do século XXI: forte, determinada, focada no trabalho e independente. Ela está à frente dos negócios do parque “Jurassic World” uma nova versão daquele visto no primeiro filme, onde as pessoas podem interagir com os dinossauros, recriados em laboratórios, em atrações para diversas faixas etárias e gostos. Quando seus sobrinhos, dos quais não é muito próxima, a visitam no parque, e somem, após serem deixados de lado pela tia, que está mais focada no trabalho que nunca, em meio a uma crise, que coloca em evidência o novo dinossauro criado pelos cientistas (uma espécie totalmente nova e incontrolável, que mostra traços de raciocínio lógico), ela se une ao aventureiro e treinador dos velociraptores, Owen Grady, personagem de Chris Pratt, em uma busca pelos sobrinhos, enquanto o caos se instaura no parque, pondo em risco milhares de vidas.

Há pontos fortíssimos no filme. O clima nostálgico, conduzindo o público por uma viagem cheia de referências ao primeiro filme, com cenas visualmente muito semelhantes a algumas do clássico de 1993, dá a quem assiste a sensação de que sua infância voltou aos cinemas. A trilha sonora original se mantém forte e determinante na identificação do público com a história, afinal não há como separar Jurassic Park da incrível, atemporal, e marcante trilha composta por John Williams. O apelo sentimental se faz presente em diversos momentos, como na mensagem sobre a importância de manter uma relação familiar viva e constante, mesmo com o trabalho; a relação homem- animal é explorada com mais espaço, e vemos que a morte de um dinossauro pode arrancar lágrimas do público. Como não poderia faltar, há espaço para o romance entre os protagonistas, caracterizado pela diferença nas personalidades dos dois, que mesmo assim não impede que eles se apaixonem. E claro, há humor! As mulheres vão adorar saber que é possível sim correr de salto, e sem parecer uma pata, aliás, Bryce Dallas já poderia por um tutorial para sobre isso na internet, porque nós, público feminino, agradecemos.

Visualmente falando os dinossauros estão bem realistas, ainda mais se vistos em 3D. É quase como se sentir parte do universo de aventura criado por Steven Spielberg. Velocirapitores, Triceratops, Piterodáctilos, e, obviamente, o querido e consagrado, Tiranossauro voltam com toda força neste novo filme, agora acompanhados de novos “amigos jurássicos”, criados em laboratórios, e que colocam a velha questão de Ciência versus Criacionismo em pauta. Acho que um dos pontos que o filme faz com que o espectador questione é justamente este: Poderia o homem brincar de Deus?

Ver “Jurassic World” vale muito a pena!328717-jurassic-world-1-crop Vale pela viagem à infância de quem passou tardes vendo Sean Neil correndo de dinossauros na “Sessão da Tarde”, vale pela pitada de contemporaneidade presente na história, vale por vermos que Chris Pratt não é só um talento de um filme só, e vale acima de tudo pela genialidade de Steven Spielberg, que volta como Produtor Executivo, e nos mostra que nunca se está velho demais para surtar por um bom filme de aventura.

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