Crítica: Trolls 2

Mais uma animação da DreamWorks Animation para a gente amar, “Trolls” estrelado por Anna Kendrick como Poppy e Tronco, interpretado por Justin Timberlake.  Juntos, nessa empreitada o que não poderia faltar é música, e a trilha do primeiro filme foi tão marcante que a canção “Can’t Stop the Feeling”, chegou a ser indicada como Melhor Música Original, no Oscar 2017, porém foi difícil desbancar “La La Land” que acabou vencendo a categoria e levando mais cinco estatuetas.

Trolls conquistou o público, o que rendeu uma continuação do filme que estava previsto para lançar no mês de abril, mas devido a covid-19 o filme precisou ser adiado e chega aos cinemas oficialmente na próxima quinta-feira (04), mas vale lembrar que quem estiver ansioso para conferir foram disponibilizadas algumas sessões de pré-estreias.

No segundo filme, nomeado por “Trolls: World Tour” um membro da realeza do hard rock, Rainha Barb (Rachel Bloom), auxiliada por seu pai, Rei Metal (Ozzy Osbourne), quer destruir todos os outros tipos de música para que o rock seja soberano. Com o destino do mundo em jogo, Poppy (Kendrick) e Tronco (Timberlake), juntamente com seus amigos – Bitelo (James Corden), Chenille (Caroline Hjelt), Cetim (Aino Jawo), Cooper (Ron Funches) e Guy Diamante (Kunal Nayyar) – partem numa jornada para visitar todos os outros territórios, buscando unir os Trolls em harmonia contra Barb, que está tentando passar por cima deles.

Para representar as diferentes tribos musicais, o elenco reúne alguns dos maiores e mais aclamados talentos musicais escalados para um filme de animação. Da terra do Black Music e/ou Funk estão Mary J. Blige, George Clinton e Anderson Paak. No estilo Country temos Kelly Clarkson como Delta D, Sam Rockwell como Hickory e Flula Borg como Dickory.

J Balvin traz o Reggaeton, enquanto Ester Dean contribui para a tribo Pop. Anthony Ramos traz a batida do Techno e Jamie Dornan, o jazz suave. O maestro e violinista mundialmente renomado, Gustavo Dudamel, aparece como Trollzart e Charlyne Yi como Tina Flautina da terra do Clássico. Finalmente, Kenan Thompson faz rap como um Troll recém-nascido do hip-hop, chamado Tico Diamante.

Escolhendo esse embate de gênero como trama principal, o roteiro trabalha de forma caricata todos os gêneros musicais tanto em suas vestes quanto em suas atitudes. Como são cinco estilos a serem explorados em um filme de apenas 80 minutos de duração, temos o foco mais em um que no outro, as músicas são escolhidas aleatoriamente, mas são hits, então é sinônimo de diversão, porém a canção original do filme não é tão impactante quanto a do primeiro, e podemos dizer que temos a parte técnica aprimorada, é show de cores, luzes e glíter.

“Trolls 2” é um filme que eleva sua estética em comparação ao primeiro, mas perde substância no quesito história, no entanto consegue entreter e desconectar a gente neste período tão conturbado que estamos atravessando e somos postos em meio ao universo colorido com essas criaturinhas que dá vontade de ter uma de estimação, né? Com certeza vai agradar a criançada e tem hits para todos os gostos. Então, embarca nessa aventura que é sucesso!

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Andreza Nunes
Nascida em Recife, jornalista por formação e pós graduando em Gestão de Comunicação Digital e Mídias Sociais. Acredito que o cinema é uma arte enriquecedora que pode promover reflexões, mudanças e propiciar a fuga da realidade.