Transformers: Guerreiros de Cybertron

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A minissérie em quatro partes, Transformers, criada pela Marvel em 1984, contou a história de seres robóticos do planeta Cybertron, capazes de se transformar em diversas máquinas. Na trama do roteirista Bill Mantlo, os alienígenas são divididos entre os heroicos Autobots e os malignos Decepticons. Envolvidos numa guerra milenar, as duas facções são forçadas a deixar seu planeta natal e vagar pelo universo em busca de novas fontes de energia.
A HQ da Marvel deu origem a uma série mensal que teve 80 edições e foi publicada em 1991. Algumas das histórias originais da Marvel chegaram a ser publicadas no Brasil, primeiro pela RGE, que lançou 12 edições da revista Transformers, entre 1985 e 1986, e depois pela editora Globo, que publicou 10 números de Transformes Especial, em 1987.
Apesar da boa aceitação dos quadrinhos nos anos 1980, o que impulsionou mesmo o sucesso dos personagens de Cybertron foi a série animada Tarnsformers: G1.
Uma curiosidade: os dinobots, que são a atração do novo longa do cinema, estreou na primeira temporada desse desenho. A trama é a mesma das HQs da Marvel: ao vagar pelo espaço em busca de novas fontes de energia, Autobots e Decepticons chegam à Terra, onde se enfrentam. A diferença é que a série animada acentua a aliança entre os heróis e um grupo de humanos, composto pelo adolescente Spike Witwicky, sua namorada Carly, o pai Sparkplug Witwcky e o gênio da informática Chip.
O primeiro longa-metragem em live-action dos guerreiros de Cybertron, Transformers, estreou em 2007 e, embora não tenha uma ligação direta com as cronologias dos gibis e das séries animadas, valeu-se de alguns elementos das duas mídias, como o protagonista Sam Witwicky (Shia LaBeouf) e a origem dos Tranformers. Após a guerra entre Autobots e Decepticons exaurir o planeta Cybertron, as duas facções espalham-se pelo espaço e são atraídas à Terra em busca de uma poderosa fonte de energia, o Allspark.
Como o filme teve bilheteria de quase US$ 710 milhões (contra um orçamento de US$ 150 milhões), a Paramount Pictures logo deu sinal verde para o segundo filme, Transformers: A Vingança dos Derrotados, em 2009. Após os fatos do longa anterior, os Autobots unem-se ao exército dos Estados Unidos e compõem uma força para proteger a Terra contra os Decepticons.
No terceiro filme da franquia, Transformers: O Lado Oculto da Lua, de 2011, Optimus Prime e seus aliados lutam para resgatar Sentinel Prime, um antigo guerreiro Autobot exilado na Lua há mais de 50 anos. Em termos de bilheteria, o resultado conseguiu impressionar ainda mais, pois arrecadou US$ 1,12 bilhão, quase seis vezes mais do que os US$ 196 milhões de produção
Com resultados tão espetaculares como esse – pelo menos em faturamento, pois a qualidade dos filmes não passa de mediana -, já era esperado que a Paramount investisse em um quarto filme. Transformers: A Era da Extinção é ambientado quatro anos após os acontecimentos de O Lado Oculto da Lua. Assim como seus antecessores, o filme conta com a direção de Michael Bay e produção executiva de Steven Spielberg.
Após a sua estreia em 27 de junho, A Era da Extinção faturou mundialmente US$ 750 milhões em 15 dias – e o filme nem tinha chegado ao Brasil, onde estava previsto para 17/7. Nada mal para uma franquia que começou apenas com bonequinhos.

 

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